21/03/2013

Do Texto ao Contexto

Educar é um sonho humano, com o qual só sonha quem é capaz de torná-lo real.


Por Cidora Guimarães(IN MEMORIAN)
Catolé do Rocha/PB


Tempo da Quaresma-Tempo de conversão.
(Cidora Guimarães)


“Voltai para mim com todo vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; Ele é benigno e compassivo; paciente e cheio de misericórdia, inclinando a perdoar o castigo.” (Joel 2,12-13)


A Quaresma pode se considerar, no ano litúrgico, o tempo mais rico de ensinamentos, ela lembra o retiro de Moisés; o longo jejum do profeta Elias e do Salvador.
Foi instituída como preparação para o Mistério Pascal, que compreende a Paixão e Morte (Sexta-feira Santa), a Sepultura (Sábado Santo) e a Ressurreição de Jesus Cristo (Domingo da Páscoa).
A Igreja prescreve, além do jejum, também a abstinência. Praticar a abstinência é privar-se de algo, não só de carne, mas de hábitos diários que temos e que valem o sacrifício de abster-se destes itens nesses dias. Não devemos fazer jejum como obrigação, mas uma penitência. “Todos pecamos, e todos precisamos fazer penitência”, afirma São Paulo.
A penitência nasce de quatro motivos principais, a saber:
1º - Do dever de justiça para com Deus, a quem devemos honra e glória, o que lhe negamos com o nosso pecado;
2º- Da nossa incorporação com Cristo, o qual, inocente, expiou os nossos pecados; nós, culpados, devemos associar-nos a ele, no Sacrifício da Cruz, com generosidade e verdadeiro espírito de reparação.
3º- Do dever de caridade para com nós mesmos, que precisamos descontar as penas merecidas com os nossos pecados e que devemos, com o sacrifício, esforçar-nos por dirigir para o bem as nossas inclinações, que tentam arrastar-nos para o mal;
4º- Do dever de caridade para com o nosso próximo, que sofreu o mau exemplo de nossos pecados, os quais, além disso, lhe impediram de receber, em maior escala, os benefícios espirituais da Comunhão dos Santos.
Segundo os Santos Padres, a Quaresma é um período de renovação espiritual, de vida cristã mais intensa e de destruição do pecado, para uma ressurreição espiritual, que marque na Páscoa o reinício de uma vida nova em Cristo ressuscitado.

A Quaresma tem por escopo primordial incitar-nos à oração, à instrução religiosa, ao sacrifício e à caridade fraterna. Recomenda-se por isso a freqüência às pregações quaresmais, a leitura espiritual diária, particularmente da Paixão de Cristo, no Evangelho ou em outro livro de meditação.

O jejum e abstinência se fazem para que nos lembremos de mortificar os nossos sentidos, orientando-os particularmente ao sincero arrependimento e emenda de nossos pecados.

A caridade fraterna, base do Cristianismo, inclui a esmola e todas as obras de misericórdia espirituais e corporais.