Destaques - 20/02/2018 133 visualizações

Os traíras - Por Josivam Alves


Por Lenival
Catolé do Rocha/PB

Os traíras

Por Josivam Alves

O comportamento da classe política piora a cada dia. Se já não tinha muita credibilidade, agora desabou de vez. Está de fazer vergonha. Ninguém acredita mais em ninguém. A palavra dos homens virou um risco n’água.

Na região de Catolé do Rocha é de fazer pena. É todo mundo traindo todo mundo. A trairagem é geral. Até o respeito pelo próprio correligionário (que pode ousar a conquista de algum espaço) está indo pro beleléu. Tudo isso por causa da ganância desesperada pelo poder.

E o pior: há gente, que mesmo percebendo que não tem condição de ser eleito, ainda assim, inventa de ser candidato para derrotar o outro, às vezes do próprio grupo. É a famosa puxada de tapete. E o individualismo imperando em tudo.

Isso significa que político não tem amigo, mas só interesse pessoal e familiar. Só! E o povo fica fazendo o papel de idiota, de otário. A cada dia de eleição Catolé do Rocha serve de exemplo.

Logo cedo, sai aquela multidão de gente besta do sossego e da tranquilidade dos seus lares para votar nos que são especialistas em traição. Eles se aproveitam da boa-fé do povo. Assim, marcha todo mundo pras urnas na esperança da vida melhorar.

O mais traído, nessa história toda, é o povão que, coitado, acredita nas mentiras que são arrotadas e vomitadas em cima dos palanques. É possível que ninguém vá acordar nunca? A babaquice vai continuar eternamente?

Ora, apanhar no beco uma, duas vezes, tudo bem! No entanto, viver apanhando, sempre? Assim é demais. É falta de amor próprio. Ou não é? Ou é por que a memória é curta?

A verdade é que não se cumpre a maioria do que se diz. Em relação ao que se ouviu nas recentes capanhas eleitorais, em Catolé do Rocha, a realidade vem à tona e mostra o contrário.

Foi dito que o povo teria uma saúde de primeiro mundo; que os trabalhos de recuperação das estradas começariam em poucos dias; que o cidadão teria atenção especial. Enfim, que tudo seria um mar de rosas.

Só que a realidade mostra o contrário. Em Catolé do Rocha e na região, cada um peça a Deus todo dia pra não adoecer. Em primeiro lugar, o hospital não oferece nenhuma condição de atender aos casos que não sejam simples; em segundo, as estradas estão esburacadas, destruídas.

O paciente que sair às pressas de ambulância pela PB-325, na situação em que ela se encontra, corre o risco de piorar ainda mais seu estado de saúde. Está em completo abandono. É um descaso. Não é estrada própria para trafegar seres humanos. Por isso, os acidentes já se tornaram rotina.

E tudo isso acontecendo e ninguém vê.

Daqui a pouco, nas eleiçoes para prefeito, os políticos locais estarão em cima dos palanques maquiando os fatos. E com uma nova roupagem. Alguns deles usarão pele de cordeiro para mais uma campanha da enganação. São os falsos profetas. É o esquema do engodo que toda vida funciona divinamente bem.

E, de novo, a boiadona saindo solenemente dos seus currais, e caminhando com destino aos jequis da vida, para na faixa ser derrubada de perna aberta.

14/02/16.

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