POLITICA - 31/08/2018 109 visualizações

Oposições divididas - Por Josivam Alves


Catolé do Rocha/PB

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Oposições divididas

Por Josivam Alves

As oposições em Catolé do Rocha estão cada vez mais divididas. Em relação às eleições gerais de 2018, o grupo se esfacelou em vários subgrupos. Isso não é bom. Sem dúvida, pode trazer, no futuro, consequências irreversíveis.

Para deputado estadual, por exemplo, vários candidatos terão apoio político dos nossos amigos da oposição. E o pior: alguns não seguem a orientação da cabeça de chapa. Há uma salada mista. É o samba do crioulo doido. Falta de coerência, hein?

Antigamente em Catolé do Rocha ninguém se misturava. Quando se era de um lado, as lideranças políticas locais apoiavam os candidatos do mesmo grupo. A orientação ao povo era no sentido de se votar de cabo a rabo, na mesma linha.

Nas eleições deste ano, em nosso município, serão votados pelo grupo das oposições os candidatos a deputado estadual - Lauro Maia, Janduhy Carneiro, Jules Roberto, Caio Roberto, Poliana Dutra, Jeová Campos e outros que ainda deverão surgir.

Desse modo, é facilmente previsível que, com tantos concorrentes, as oposições não terão a menor condição de dar uma boa votação a cada candidato. Por conta disso, quando se abrirem as urnas, alguns apoiadores poderão passar por decepção.

Veja só: a continuar essa ambição desenfreada, cada apoiador vai dar uma merreca de votos a seu candidato. E tirando votação mixuruca, esses deputados não terão, depois, nenhum compromisso sério com Catolé do Rocha.

Em muitos municípios do sertão, os grupos de oposição procuram se unir para se fortalecer. E em Catolé do Rocha? Aqui é totalmente o contrário. Eles se dividem ainda mais. Isso só faz torná-los, a cada dia, mais fragilizados, infelizmente.

Por outro lado, o esquema político situacionista marcha unido em torno de um só candidato para deputado estadual. Assim, o grupo se torna forte. Isso faz com que o Galego Souza tenha capacidade de obter boa votação.

Quando o candidato consegue bom resultado nas urnas, passa a ter maior compromisso com determinado município. Querendo ou não, tem uma responsabilidade maior com sua população.

Diante dessa realidade, as oposições catoleenses deveriam repensar sua forma de fazer política. Até os mais leigos sabem que o mais correto é somar e não dividir forças. Talvez sejamos tachados de pitaqueiros. Mas o pitaco para o bem faz mal?

A verdade nua, crua e escancarada é que no grupo não existe um líder. Essa falta de liderança cria uma verdadeira Torre de Babel. Por quê? Porque ninguém fala a mesma língua. Por isso, ninguém se entende.

O que se vê é que cada um se sente chefe. Na realidade, no fim de tudo, ninguém é chefe de ninguém. Enfim, com cada um dos seus membros seguindo sua própria direção, o grupo será eternamente marcado pela divergência, nunca pela harmonia.

E quando, num grupo político, entre os que o formam, reina a inveja, a ambição e a disputa interna, terminam fortalecendo os adversários. Resultado: todos se tornam perdedores. O recado está dado. É isso aí!

29/8/2018

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